Fundos de Investimento Imobiliario

Imóveis, Fundos Imobiliários, Financiamento...

Re: Fundos de Investimento Imobiliario

Mensagem por hotmar em 14 Mai 2009, 11:31

Maurício Katayama escreveu:
PapaiSmurf escreveu:...no prospecto de propaganda dos fundos tudo é lindo e maravilhoso...


Sim, como tudo que envolve imóveis. É lindo na propaganda...




E não só prospecto de imóveis. Os prospectos de várias IPOs eram lindos nos textos..... já imaginaram como devia ser maravilhoso fazer a leitura de uma IPO da Kepler Weber!? :hehe:



É isto aí!
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Re: Fundos de Investimento Imobiliario

Mensagem por Maurício Katayama em 15 Dez 2009, 13:49

Bom, ontem comprei meu primeiro FII: O Europar, que está listado na Bovespa com o código EURO11.
Comprei a R$ 171,00. Vamos ver como os FIIs se comportam na prática. À medida que eu ganhar experiência no assunto vou postando aqui.
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Re: Fundos de Investimento Imobiliario

Mensagem por kaimã em 15 Dez 2009, 17:44

Mauricio,

Minha dúvida sempre foi a liquidez do papel. (comparada a debentures, por exemplo)

Se o investimento for para LP, acredito que existam excelentes opções
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Re: Fundos de Investimento Imobiliario

Mensagem por Maurício Katayama em 15 Dez 2009, 23:15

Kaimã, como todo investimento em imóveis a liquidez é bastante baixa!
A Europar, que é o FII mais negociado da Bovespa, costuma ter 4 ou 5 negócios por dia. Já o ABCP11, outro FII que estou de olho, chega a ficar semanas sem um único negócio.

É como investir em imóveis físicos... se precisar do dinheiro emergencialmente, só vendendo a preço de banana. Pra vender bem, tem que esperar...
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Re: Fundos de Investimento Imobiliario

Mensagem por Mars em 16 Dez 2009, 14:51

Considerando que a cota está atualmente dando R$ 1,36/mês, isso é uma rentabilidade de 0,795% ao mês, já livre de IR. Nada mal quando comparada com outras aplicações de renda fixa. O único "problema" é uma alta da Selic, que causa uma desvalorização no papel, enquanto cortes da Selic causam o inverso. Mas se você está interessado no retorno e não na valorização do papel, não chega a ser terrível - a Selic teria que subir para mais de 11% para o seu retorno começar a não ficar tão interessante, e a liquidez é até razoável para um FII (bem baixa, mas melhor que outros FII).
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Re: Fundos de Investimento Imobiliario

Mensagem por hotmar em 16 Dez 2009, 16:15

Exatamente!



Os FIIs são um investimento que até pode ser considerado híbrido: os aluguéis mensais são a parte de "renda fixa", ao passo que a cota seria a parte "variável". Dá pra tirar proveito do melhor dos dois mundos. É só saber pesquisar!




É isso aí!
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Re: Fundos de Investimento Imobiliario

Mensagem por Maurício Katayama em 16 Dez 2009, 23:05

Exatamente!

Lembrando que os rendimentos mensais obtidos pelos FIIs são isentos de PIS, COFINS e imposto de renda (o que é uma vantagem em comparação à renda fixa). Já os ganhos obtidos ao se vender as cotas por um preço maior do que o de compra estão sujeitos à tributação de 20% do lucro, retidos na fonte.

Para quem quiser saber mais sobre a legislação e tributação de FIIs, aliás, conhecer muito mais sobre o assunto, há um site riquíssimo: http://www.fundoimobiliario.com.br/leis.htm
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Re: Fundos de Investimento Imobiliario

Mensagem por Mirian Leandro em 21 Mai 2010, 10:15

Srs.

Ontem na primeira pagina do caderno de Finanças do Jornal valor economico, saiu o anuncio de oferta publica do lançamento do FII Campus Faria Lima. IBMEC/INSPER.

Segue link :http://www.ourinvest.com.br/imagens/campusfarialima/Prospecto_Definitivo_20100506.pdf

Vale a pena analisar, se tiverem duvidas, estou a disposição.


Mirian Leandro
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Re: Fundos de Investimento Imobiliario

Mensagem por Maurício Katayama em 28 Mai 2010, 05:45

Opa, obrigado pela dica Miriam!

O interessante é que o imóvel já existe e pode ser visitado (rua Quatá nº 300, Vila Olímpia – São Paulo – SP), já estando totalmente ocupado por uma instituição de ensino superior, um banco e uma livraria. Quando puder, acho que vou dar uma passada no local - acho que já sei de que lugar se trata.

Ainda não li o prospecto completamente, mas achei interessantes as cláusulas de "renda mínima garantida".

A oferta pública iniciou em 18/05/10 e se encerrará em 18/11/2010.
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Re: Fundos de Investimento Imobiliario

Mensagem por kaimã em 16 Jun 2010, 08:58

Estoque de LCI, LH e CRI quase dobra, para R$ 35 bilhões, mas ainda não atende demanda dos investidores.
Apetite imobiliário


Por Alessandra Bellotto, de São Paulo
16/06/2010

Mesmo com o crescimento forte do mercado de títulos de renda fixa com base imobiliária nos últimos anos, a oferta ainda está longe de saciar o apetite do investidor. Entre as principais restrições está a falta de ativos. No último ano, na Cetip - principal ambiente de negociação desses papéis -, o saldo de Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras Hipotecárias (LHs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) praticamente dobrou, chegando a R$ 33 bilhões em maio. Na bolsa, que tem parcela pequena dos ativos registrados, havia mais R$ 1,7 bilhão em CRIs no mês passado.

Somados esses valores, o estoque total dos ativos já beira os R$ 35 bilhões. Mas poderia ser bem maior considerando a demanda dos clientes de alta renda, afirma a diretora de investimento do HSBC Private Bank, Andrea Moufarrege. Entre as principais vantagens dos títulos estão a isenção de imposto de renda para a pessoa física e taxas mais atrativas que as da renda fixa tradicional.

A procura por esses papéis vem se acelerando desde o ano passado, diz o vice-presidente do Grupo BFRE, Fábio Nogueira. Segundo ele, o grande impulso veio da redução dos juros, que diminui a remuneração dos títulos públicos e levou o investidor a buscar alternativas. Contudo, falta lastro para as emissões de LCI e, no caso dos CRIs, as ofertas estão mais restritas, diz Andrea, do HSBC.

A LCI é emitida por bancos, à semelhança de um Certificado de Depósito Bancário (CDB), só que com a garantia de créditos imobiliários. Segundo a executiva, os bancos tendem a liberar LCI somente se há folga na carteira. Como a legislação obriga as instituições a aplicar 65% do que é captado via poupança em financiamento habitacional, é preciso que a carteira de crédito imobiliário seja maior que o volume necessário para cumprir essa exigibilidade.

"As operações de financiamento imobiliário não crescem na mesma velocidade que a demanda do cliente private", ressalta. Não por baixa procura por empréstimos, mas porque o banco tende a ser mais criterioso na concessão do crédito. Além disso, toda vez que a captação da poupança aumenta, ela puxa o volume a ser direcionado ao crédito habitacional.

O HSBC renovou neste ano todas as LCIs emitidas e colocou dois lotes novos, de cerca de R$ 100 milhões. "Vendemos tudo em 20 dias", diz Andrea. Os papéis vão apenas para o cliente private, com aplicação mínima de R$ 300 mil.

Por conta do benefício fiscal, Andrea diz que é possível encontrar LCIs de um ano com retornos na faixa de 89% a 90% do CDI, já líquidos para o investidor. Isso equivale a um CDB que paga 105,8% do CDI, imaginando uma alíquota de IR de 15% após dois anos. Para o banco, a emissão da LCI acaba sendo mais barata pois, com a isenção, pode oferecer uma taxa bruta mais baixa do que num CDB, por exemplo. É como se o investidor dividisse o ganho com o banco. "Mas a demanda forte deveria reduzir essas taxas", diz Andrea.

Já as LHs são títulos semelhantes às LCIs, mas os créditos imobiliários usados como lastro são garantidos só por hipotecas. A LCI é emitida a partir de uma carteira garantida essencialmente por alienação fiduciária do imóvel, além daquela dada pelo próprio banco emissor. A Caixa Econômica Federal é a principal emissora de LH. Mas o estoque desse ativo hoje é marginal, de R$ 1,8 bilhão. E tende a desaparecer, já que não há nenhuma vantagem em relação à LCI, afirma o diretor comercial e de produtos da Cetip, Jorge Sant'Anna.

O grosso desses títulos está nas mãos de pessoas físicas, clientes dos cinco maiores bancos de varejo, responsáveis por 94% das ofertas. A Brazilian Mortgages, companhia hipotecária do Grupo BFRE, tem estoque superior a R$ 355 milhões em LCIs, dos quais 83% são pessoas físicas, informa Nogueira.

Já o CRI - título emitido com lastro em recebíveis imobiliários, numa operação conhecida como securitização - tende a ficar parado nas carteiras dos bancos, como alternativa para cumprir a exigibilidade da poupança. Do estoque total de CRIs, diz Sant'Anna, 63% estão nos bancos. Outro entrave para o aumento das emissões é que essa regra acaba limitando a cessão das carteiras de crédito pelos bancos, diminuindo o lastro potencial para a securitização.

Das emissões, Andrea, do HSBC, diz que a maior parte tem sido feita pelo regime de esforços restritos de distribuição, o que limita o rol de potenciais investidores. "Muitas vezes as operações são boas, mas, como só podem ser vendidas para até 20 clientes, saem com lotes mínimos altos", explica. São ofertas que só fazem sentido para investidores de porte grande, que não correrão o risco da concentração.

Quando as ofertas chegam no private, há demanda. Segundo Sant'Anna, da Cetip, apesar do prazo longo, que chega a dez anos, as taxas são atrativas. "Além da isenção fiscal para a pessoa física, o CRI é indexado à inflação e remunerado a uma taxa de juros, o que o torna imbatível na comparação com outros produtos de renda fixa", diz o diretor-executivo da RB Capital, Marcelo Michaluá.

Ele conta que tem muito investidor private querendo papel com vencimento até maior do que dez anos, em busca de uma renda programada para financiar despesas fixas. Alguns CRIs têm amortização mensal, lembra Michaluá, assim como baixo risco de crédito, como os das empresas Petrobras, Ambev, entre outras.

Outra vantagem do título, segundo o diretor da RB, é a garantia, em imóveis com alienação fiduciária ou lastro em recebíveis de aluguel pago por inquilinos corporativos, de primeira linha. Esse é o caso da oferta da RB Capital encerrada em meados de maio, com lastro em contratos de aluguel cedidos pela General Shopping e garantida por empreendimentos do grupo.

Com remuneração de 9,03% ao ano, mais correção pelo IPCA, os CRIs atraíram 107 pessoas físicas de um total de 115 subscritores. A operação inovou ao ser a primeira a sair com aplicação mínima abaixo dos R$ 300 mil. O tíquete foi de R$ 100 mil. No ano passado, a RB Capital vendeu diretamente a pessoas físicas cerca de 52% do total de R$ 1,1 bilhão em CRIs emitidos, informa Michaluá. Neste ano, o percentual está nessa mesma casa e o volume contratado já está em R$ 1,2 bilhão.

Levantamento da Uqbar com cerca de 60% das operações realizadas no ano passado mostra que cresceu a participação da pessoa física nas emissões de CRIs, chegando a 25%. Nos últimos dois anos, a fatia da pessoa física vinha abaixo de 10%. No estudo publicado recentemente, a empresa destacou que essa tendência deve se intensificar, mas de forma indireta, por meio de fundos imobiliários.

Sant'Anna, da Cetip, diz que os fundos de CRIs ampliam o rol de potenciais investidores, mas não resolvem o problema da falta de liquidez do papel. "Todo título de longo prazo precisa ter mercado secundário." Ele conta o caso de um conhecido que comprou um CRI de risco Petrobras, remunerado a 9,6% mais IGP-M. Neste ano, o retorno será superior a 15%, líquidos. Mas a grande preocupação desse investidor é que ele tem 80 anos e pode querer resgatá-lo antes do vencimento.
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