Roma9 escreveu:Kikitsune eu estava falando em relação a mão de obra Japonesa.Se não me engano lá o pessoal ganha bem melhor que aqui.
Mas a questão é verificar se uma máquina dessas ainda seria interessante para NOSSA mão de obra. Estamos muito no achismo. Então como saber - sem ter de telefonar para os vendedores dessas máquinas - se seria um bom negócio?
Simular considerando o MELHOR cenário pra a loja ter lucro, e o PIOR cenário para a máquina. E mesmo assim - numa simulação de poucas vendas - deu muito mais lucro para a máquina. Que é o que quero provar: não existe esse negócio de mão de obra barata, se o dono for burro demais para não perceber que há também outros pontos de economia imprescindíveis.
(que é a diferença das nossas roupas feitas por escravos bolivianos/peruanos/hermanos e da feita por chineses-escravos que exportam para o EUA o 44small (16unid), 44medium(68unid) e 44tall(16unid). Já achou uma calça tamanho 48 para alguém de 1,70 de altura sem ter de fazer uma barra enorme?)
kikitsune um investimento de 80k tem que dar no mínimo 12k ano líquido(15%a.a)
Isso tão somente se o negócio é infalível, se está se pensando "vou colocar esse dinheiro lá para ter esse lucro". Isto não é poupança, que tem "rendimento garantido". Como disse, usei o pior cenário para a máquina e o melhor cenário para a loja.E considerando que em ambos o empreendedor NÃO PEGOU EMPRÉSTIMO inicial, para não ter essa dor de cabeça de que o lucro PRECISA vencer os juros do empréstimo senão me fodo. O que me parece é que independente do empréstimo a loja se fode (e se tomar processo aí sim se fode mais ainda)
Ano passado, durante a I Semana de Ciência e Tecnologia, foi apresentado um quadro semelhante a este:

No primeiro grupo estão Buffet, Gates, Steve Jobs, Marie Curie, etc.
No segundo grupo estão as pessoas competentes, e que percebem que aquilo que os inovadores investiram vale a pena - quando muitos ainda ridicularizam dizendo que nunca funcionará aqui - ou seja, os empresários de empresas consolidadas e que não podem fazer besteira e botar todo mundo no olho da rua de uma hora para outra: os chineses. (cuja ambição e esforços estão direcionadas para o 1o. quadrante)
No terceiro grupo são aqueles que só quando viram que o 2o. grupo também se deu bem resolve partir para a luta: o exemplo que vêm à minha mente são os dekasseguis e lojas de 1,99 depois de 1995.
No último grupo estão as pessoas que não vão conseguir porcaria nenhuma, porque na corrida do Ouro, exatamente como nas minas de Serra Pelada, depois que acabou o ouro não adianta mais ir!
Decerto é necessário estudar se este tipo de negócio funciona. Porém considero que estamos na fase da engenharia reversa: os primeiros ganharam muito por serem os "Bill Gates". Logo estaremos na fase das lojas de 1,99 que já nem conseguem se manter...
A máquina deprecia,tem manutenção e deprecia
... mas ao contrário de carro, não temos o "carro do ano". Imagine máquinas de xerox no lugar de carro: manutenção delas quem deve fazer é o próprio sistema (funcionário só para isso, ou o autônomo que resolve tocar o negócio), senão não dá lucro. E ao contrário de carro, o dono mantém máquina meio obsoleta por pelo menos alguns anos, e não troca no ano seguinte.
além de por contrato a maioria dos lugares que tem lanchonete não podem ter essas máquinas e no meu da rua é inviavel.O interessante seria um lugar com pouco movimento ou disponibilidade de espaço para uma lanchonete e com demanda suficiente para uma máquina.
Em sampa temos essas máquinas no metro vendendo livros. Rendeu até uma reportagem na Exame sobre esse cara. Quer mais sinais para perceber que estamos exatamente no momento 2 daquele quadro, e que logo estaremos no momento 4, onde aí sim - quando se torna seguro - já não rende nem a subexistência de uma família.
Não falei em momento algum que seria no meio da rua: essa é a realidade do Japão! O que impressionou-me naquele jovem - e não se engane, eu explorei um pouco o Japão para trombar com essas máquinas, sistema de esgoto em cada casa para impedir poluição dos corrégos, etc - é que INDEPENDENTE de cenários e povos tão diferentes, ele logo identificou QUE EXISTE UM LUGAR COMO O JAPÃO em Sampa: o metrô! Afinal é o único lugar que oferece segurança, que possui povo "civilizado", e que a contrapartida para o metro seria interessante (ao contrário das lojinhas de lanches e sanduíches, essa "loja" não suja o metro, como o povão adora fazer na CPTM)
Eu dei como isca a palavra metrô, porque na verdade esse espaço já era: agora é hora de pensar em outros lugares. Faculdades? Depende se há segurança nos campus que zela pelo patrimônio da instituição e que zele também pelos "móveis" permanentes e temporários. Condomínios de gente rica? Eu não arriscaria nesses: a segurança não garante o patrimônio de outrem, eles zelam pelo patrimônio dos moradores, que cobre os filhos depredadores vagais.
Agora, claro que o quadro parece muito com o Pai Rico/Pai Pobre. Se parar para pensar, cientistas são inovadores e empreendedores: vêem oportunidades onde todo mundo enxerga lixo. Todo mundo xinga adoidado que jogamos fora dinheiro para programa espacial. Só que muita coisa moderna de nossa rotina é produto de pesquisa espacial: caneta Bic, Tênis...